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7 pontos críticos para que a Colaboração na Cadeia de Suprimentos tenha sucesso!

Atualizado: Mai 20

Conheça os 7 pontos críticos para que a Colaboração na Cadeia de Suprimentos tenha sucesso!







1) Alinhamento Estratégico

As empresas não precisam compartilhar a mesma estratégia no plano organizacional, mas podem ter os mesmos objetivos estratégicos na logística.

Ao unificar parâmetros na estratégia, planejamento, execução e indicadores, pode-se garantir que todos os parceiros apontem para uma mesa direção em sua atuação na cadeia.

A definição de objetivos estratégicos deve priorizar as metas que sejam compatíveis com o bem comum do grupo como um todo.

Ao alinhar estrategicamente os fornecedores, intermediários e o cliente final em todos os níveis, pode-se estabelecer uma relação ganha-ganha, e isso passa a ser uma vantagem competitiva para toda a cadeia de suprimento.

2) Canal Unificado

A empresa deve evitar investir em múltiplos canais, com diversos parceiros na cadeia de suprimento. Ao concentrar seus esforços com um número muito limitado de players, pode-se obter mais facilmente um nível de colaboração que leve a mais eficiência e ganhos.

Para a escolha dos parceiros, podem-se considerar estes critérios:

● Preparação e sofisticação: muitos parceiros podem ter o esforço, sem ter a capacidade. É importante avaliar os pontos fortes e fracos de cada um.

● Lucro potencial: os ganhos potenciais da participação de um parceiro na cadeia de suprimento devem ser compatíveis com seu tamanho e seus objetivos financeiros.

● Cobertura geográfica e de serviços: o escopo da cobertura do parceiro pode alavancar positivamente a sua atuação na cadeia.

● Ativos: deve-se avaliar como os ativos do parceiro podem levar a um maior nível de colaboração.

● Caminho do fluxo de produtos: Alguns parceiros podem oferecer um fluxo logístico mais consistente e predizível que outros.

● OPen book, trabalhar com Should Cost validado, com foco em redução do TCO e busca por melhoria de processos, maior produtividade, entender um do negócio do outro, Se aprofunda na cadeia de Suprimentos

● Formar Alianças Estratégicas com os Fornecedores Estratégicos, críticos e de Alto Spend. Sem esquecer do Tail Spend.

● Participação completa: todos os players da cadeia de suprimento devem participar das iniciativas de colaboração (ver mais detalhes a seguir).

3) Participação Completa

Se algum dos participantes da cadeia de suprimento é excluído das iniciativas de colaboração, isto equivale a criar 2 cadeias de suprimento separadas. Neste caso, perde-se a sinergia no sistema, e os ganhos não são transmitidos para cada parceiro da rede.

É vital que não existam estas lacunas. Por isso a escolha correta dos parceiros é tão importante, já que um elo que não queira ou não tenha a capacidade de participar na colaboração afetará toda a cadeia.

4) Conectividade em Tempo “Quase-Real”

A conectividade em tempo real, que pode envolver grandes investimentos em sistemas, somente é necessária para casos muito especiais, nos quais a movimentação de materiais é muito rápida e estas pequenas variações no tempo afetam consideravelmente a tomada de decisão.

Normalmente, pode-se aceitar que os dados sejam atualizados com uma frequência determinada e que represente a situação dos últimos momentos (o tamanho destes “momentos” varia muito entre cadeias de suprimento diferentes).

Para muitos canais, a visibilidade é mais importante que a conectividade. Ou seja, deve-se assegurar que há uma visão clara de tudo que ocorre no fluxo logístico, mas não necessariamente em tempo real.

A tecnologia atual permite que se obtenha visibilidade e conectividade, mas sem uma colaboração eficiente, estes dados gerados por cada parceiro não serão transformados em informação que beneficie toda a cadeia. Pode-se progredir para uma conectividade eficiente nos 7 níveis a seguir:

● Visibilidade: os parceiros podem procurar informações pró-ativamente dentro do grupo participante. Por exemplo “Aonde está meu inventário, e em que quantidades?”

● Compartilhamento: os parceiros divulgam informações sobre a situação dos produtos e ordens. Um exemplo seria a publicação de porcentagens de atendimento de pedidos ou uma lista atualizada de pedidos entregues.

● Rastreabilidade de Eventos: os parceiros possuem a capacidade de obter informações detalhadas em tempo quase-real sobre itens ou pedidos.

● Notificação de Eventos: os parceiros recebem mensagens específicas para eventos de certos itens ou pedidos.

● Gerenciamento de Exceções: os parceiros possuem processos para compensar situações fora da especificação, que são iniciadas automaticamente após a notificação de um evento.

● Gerenciamento de Pedidos: os parceiros possuem processos para gerenciar e sincronizar pró-ativamente os pedidos.

● Otimização Dinâmica: os parceiros realizam uma otimização baseada em restrições nas ordens e atividades para todos os colaboradores da cadeia de suprimento.

5) Indicadores Unificados

Para monitorar as iniciativas de colaboração, devem ser definidos indicadores que cubram toda a cadeia de suprimento e representem a ação global dos parceiros. O uso correto dos indicadores reforçará o alinhamento estratégico.

Após o desenvolvimento de um conjunto de indicadores globais, cada parceiro deve traduzi-los em indicadores individuais que afetem o resultado global da cadeia. A pergunta que os colaboradores devem fazer é “Quais indicadores comuns podemos aplicar nos processos para atingir o alinhamento estratégico?”.

Alguns exemplos seriam o tempo de ciclo (do começo até o final da cadeia de suprimento), ou tempo de resposta global.

6) Fluxo de Informações de Demanda

Para evitar o efeito chicote (“bullwhip effect”), as informações de demanda do cliente final devem ser compartilhadas com todos os players da cadeia de suprimento.

Existe uma tendência de proteger estas informações e transmitir cadeia abaixo uma demanda “ajustada” às necessidades específicas de cada elo da cadeia.

Com a disponibilidade e compartilhamento de informações de demanda, é reforçada a relação ganha-ganha. Modelos matemáticos mostram como a unificação da base de demanda reduz drasticamente o efeito chicote.

7) Evidência dos Benefícios:

A colaboração eficiente envolve uma forte mudança nos relacionamentos cliente-fornecedor ao longo da cadeia de suprimento. Para toda mudança há sempre uma resistência interna nas organizações, e por isso é imprescindível ter uma clara comprovação dos benefícios obtidos com esta mudança de comportamento.

Os benefícios devem ser objetivos e tangíveis. Se não ficar claro que a colaboração, além de gerar melhores resultados para o grupo como um todo, gera melhores resultados individualmente em cada empresa, a resistência aumentará e a continuidade da colaboração será comprometida.

Estes benefícios podem ser categorizados nas seguintes dimensões:

● Serviços diferenciados: a qualidade que pode ser obtida em uma cadeia colaborativa será um atrativo para os clientes atuais e potenciais.

● Custos operacionais variáveis: as eficiências operacionais obtidas com a colaboração aumentarão a flexibilidade das empresas para reter lucros ou repassá-los como preços menores para seus clientes.

● Eficiência do capital: o uso compartilhado e eficiente de ativos da cadeia de suprimento permite uma melhor tomada de decisão nos investimentos de cada parceiro.

Fonte: Procurement Garage - Supply Chain Management Review

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