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ORÇAMENTO BASE ZERO



  1. INTRODUÇÃO

  2. VANTAGENS x DESVANTAGENS

  3. PILARES PARA O ORÇAMENTO BASE ZERO

  4. REFERÊNCIAS


INTRODUÇÃO


O Orçamento Base Zero (OBZ) é um método de orçamento em que todas as despesas devem ser justificadas e aprovadas para cada novo período. 


Desenvolvido por Peter Pyhrr na década de 1970, o orçamento base zero começa de uma "base zero" no início de cada período do orçamento, analisando as necessidades e custos de cada função dentro de uma organização e alocando fundos, independentemente de quanto dinheiro tenha sido anteriormente orçado para qualquer item de linha determinado.


Como Gerente de Contabilidade para a Texas Instruments Co., Peter Pyhrr criou a metodologia baseado em zero orçamento para facilitar a incorporação nos objetivos estratégicos de nível superior para o processo orçamentário, amarrando-os a áreas funcionais específicas dentro da organização. Em seu sistema, os custos são agrupados e medidos em relação aos resultados anteriores e às expectativas atuais, permitindo que a administração aloque fundos por necessidade atual em vez de por despesas históricas.


Peter Pyhrr foi nomeado pelo então governador da Geórgia Jimmy Carter para gerenciar o processo orçamentário do Estado.


VANTAGENS E DESVANTAGENS



VANTAGENS


Precisão: este tipo de orçamento ajuda as empresas a avaliar cada departamento para garantir que sejam financiados de forma adequada.


Eficiência: ajuda a avaliar as necessidades reais, concentrando-se nos números atuais, em vez de no impulso dos orçamentos anteriores.


Desperdício reduzido: pode remover gastos redundantes ao reexaminar gastos potencialmente desnecessários.


Coordenação e Comunicação: permite uma melhor comunicação dentro dos departamentos, envolvendo os colaboradores na tomada de decisões e na priorização do orçamento.


DESVANTAGENS


Burocracia: Criar o OBZ dentro de uma empresa pode exigir muito tempo, esforço e análise que exigiria uma equipe extra. Isso pode fazer com que o processo seja contraproducente no corte de custos.


Inflação: ao usar o OBZ, os gerentes podem distorcer os orçamentos propostos para caracterizar os gastos em projetos de estimação como atividades vitais, inventando uma "necessidade" para eles.


Justificativas intangíveis: esse tipo de orçamento exige que os departamentos justifiquem seu orçamento, o que pode ser difícil em muitos níveis. 


Tempo gerencial: O OBZ vem com o custo de tempo e treinamento para gerentes. Isso significa gastar muito mais tempo no orçamento a cada período.


Tempo de resposta mais lento: devido à quantidade de tempo e treinamento necessários para fazer o OBZ, a equipe gerencial pode ter menos probabilidade de revisar o orçamento em resposta a um mercado em mudança. Isso significa que levará mais tempo para uma empresa movimentar dinheiro para os departamentos que mais precisam dele no momento.


PILARES PARA O ORÇAMENTO BASE ZERO


  1. Mobilizar as pessoas é o mais importante

  2. Separar a empresa em unidades de negócio

  3. Fazer o desdobramento de estratégias da empresa

  4. Fazer uma análise das métricas de cada unidade

  5. Definir o limiar

  6. Classificar as despesas fixas de cada unidade orçamentária


1. Mobilizar as pessoas é o mais importante


A aplicação do Orçamento Base Zero demanda uma grande preparação da equipe. Em geral, é feito um treinamento (técnico e comportamental) com presidentes, diretores e gerentes. É comum as pessoas não quererem cortar custos de áreas que construíram. Por isso, o treinamento e a preparação são etapas fundamentais do processo.



2. Separar a empresa em unidades de negócio


É preciso separar a empresa em grupos lógicos de orçamentação. Afinal, cada unidade segue rituais de custos diferentes. Em seguida, deve-se levantar o histórico de custos de cada uma delas.



3. Fazer o desdobramento de estratégias da empresa


A estratégia de uma empresa é traçada visando atingir suas metas, que, por sua vez, são estabelecidas de acordo com a missão da empresa. Então, basicamente, o orçamento da empresa sai de suas metas.


Nesse momento, é fundamental responder a algumas perguntas:

  • Quais resultados financeiros queremos alcançar?

  • Por que os clientes vão preferir a gente?

  • Que proposta de valor vamos oferecer?

  • Em que processos temos que ser excelentes?

  • O que precisamos para desenvolver nosso capital humano e intelectual?



4. Fazer uma análise das métricas de cada unidade


Esse é um momento fundamental para avaliar os resultados que cada unidade está trazendo. Em geral, é comum encontrar áreas dentro de uma empresa que têm as mesmas metas ou que desempenham atividades semelhantes. Esta é uma oportunidade de juntar áreas e remanejar pessoas, e esse trabalho precisa ser feito com sensatez.



5. Definir o limiar


Limiar é o custo mínimo que uma empresa precisa para desempenhar sua atividade. Os gastos além do limiar são incrementais. Atenção: não estamos falando que a empresa deve funcionar no seu limiar, apenas que esse é um conceito importante para se aplicar o Orçamento Base Zero.


Tudo que for supérfluo ao limiar será considerado um incremento do orçamento, ou seja, algo a mais, um recurso a mais que está sendo destinado para uma atividade. Então, a partir dessa noção de limiar, é possível detectar os incrementos que são mais importantes do que outros.


Nesse momento, é importante quebrar paradigmas. Pense que a empresa está começando do zero.


Reflita sobre o mínimo que ela precisa para operar.



6. Hora de classificar as despesas fixas de cada unidade orçamentária


Em geral, essa é a parte divertida do processo. Quando todos os diretores, junto com o presidente ou CEO da empresa, se reúnem para discutir e classificar cada despesa.


Nesse momento, considerando o limiar previamente definido, cada diretor ou gerente vai defender os incrementos que precisa em seu orçamento. Isso, basicamente, é feito por meio de uma apresentação de dados, descritivos de atividades e, claro, uma argumentação consistente.



REFERÊNCIAS

  • PROCUREMENT GARAGE CONSULTING

  • Orçamento Base Zero, Endeavor, 2015

  • Kagan, Julia. "Orçamento Base Zero (ZBB)" . Investopedia . Obtido em 11/02/2021 

  • Pyhrr, Peter A. "A abordagem Base-Zero ao orçamento do governo." REVISÃO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, janeiro de 1977




INTRODUÇÃO

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